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Relacionamento com Clientes (Jan/07) |
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Por Leonardo Pallotta *
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As empresas, de diferentes setores da economia, têm
investido alguns bilhões de dólares em sistemas de apoio ao marketing de
relacionamento. Até mesmo, por uma questão de coerência, para justificar o
enorme esforço feito, sobretudo nos últimos dez anos, no sentido de melhorar
os processos e ampliar os canais de comunicação com clientes.
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O problema é que, ao criar bases de dados sem utilizar
uma estratégia de integração, as informações estão longe de compensar o
investimento, cumprindo o papel que lhes cabe: dar às empresas a chamada visão
de 360º do perfil de cada cliente. Sendo assim, soterrada em uma montanha de
dados, a maioria esmagadora das empresas, está muito longe de deter o
conhecimento pleno de quem é seu cliente, como pensa e se comporta.
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Sem transformar dados em informação e informação em
conhecimento, de maneira a dispensar aos clientes tratamento diferenciado,
segundo o conceito one-to-one, é impossível garantir o ROI (Return over
Investment). E por uma razão simples: no projeto de CRM, para que se possa
obter o retorno do investimento despendido no projeto, há que
capitalizar/monetizar a informação, colocando-a, de verdade, como suporte à
decisão e, por extensão, a serviço da lucratividade.
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Custo
de Oportunidade
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A integração de acervos cujos dados não batem, também
apresenta um retorno sobre o investimento limitado. O resultado na maioria das
vezes apresenta resultados com pouca utilidade prática. Mas a perversidade da
situação causada pelo crescimento desordenado das bases não se limita à
ansiedade de que não há muito a ser feito. Também é enorme o custo de
oportunidade; isto é, o desperdício de um tempo gasto na tentativa (não raro
inútil) de corrigir os erros, e que bem poderia ser empregado em tarefa
lucrativa.
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A boa notícia é que se pode fazer a coisa certa desde o
começo! Como? O primeiro passo é definir, com clareza, o tipo de informação
primordial para um relacionamento produtivo com seus clientes. Depois, garanta
que, no banco de dados relacional, inserido no sistema de gestão de processos
(ERP - Enterprise Resource Planning) ou dentro do CRM, seja empregada a mesma
terminologia para definir informações iguais. Afinal, não é isto o que
normalmente acontece. Quase sempre, enquanto, numa base de dados, o cliente se
identifica pelo CPF, em outras, o que prevalece é o RG.
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Outra providência sábia é a padronização, ao máximo,
das plataformas dos sistemas que suportam a operação de cada um dos canais de
comunicação com clientes: telefone, e-mail e chat online. Quanto maior o número
de fornecedores maior a complicação. Não é por acaso que os integradores que
fornecem solução completa apresentam taxas de crescimento tão significativas.
Em seguida, junte a tudo isso a criação de um banco de dados capaz de
centralizar todas as informações sobre clientes que chegam à empresa,
independente da porta de entrada. Não há outra forma de evitar a duplicação
e o desencontro de informações.
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Comitê
de Informação
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Uma dica é a nomeação de um comitê de informação
para definir, a priori, o critério a adotar na hora de escolher o dado que vai
prevalecer, caso haja discrepância. Depois institua mecanismos que permitam
gerenciar o processo, para evitar a transgressão às normas. E, finalmente,
divulgue as regras à exaustão, para criar uma cultura dentro da empresa.
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Mas, se nada disso fizer a sua cabeça, ouça o que diz o
AM Research: sem uma estratégia de organização das bases de dados e de
integração deles, o projeto de CRM pode custar pelo menos três vezes mais e
tem duas vezes mais de chances de fracassar.
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*Leonardo Pallotta é Gerente de Marketing da Direct Talk
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leonardo@directtalk.com.br
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© ABEMD
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